| Da crise nasce a Revolução Humana |
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| Escrito por REVISTA TERCEIRA CIVILIZAÇÃO, EDIÇÃO Nº 488, PÁG. 66 | |
Crise
existencial, crise renal e crise de riso são comuns a algumas pessoas.
Porém, a crise mais famosa ultimamente, sem dúvidas, é a financeira.
De
onde veio a tal crise que afeta empresários e funcionários em todo o
mundo? Ela teve início nos Estados Unidos no ano passado, quando casas
foram hipotecadas e bancos arrastados para o “vermelho”.
Basta abrir os jornais ou assistir ao noticiário na TV para atestar o fato. Da situação, aprende-se que tudo está interligado.
Seja como for, a crise está aí e não se pode negar. O momento não é para desespero, e sim para agir com ponderação e sabedoria.
No começo deste ano, os efeitos da crise foram
notados na escassez de oferta de emprego e na demissão de muitos
trabalhadores. Agricultura, indústria e serviços, que já percebem os
efeitos, têm motivos diferentes para continuar demitindo. Quais as
razões principais? Os economistas acreditam que a queda das exportações e
a diminuição da demanda e do preço de produtos primários sejam algumas
delas.
Por isso, o governo terá de adotar medidas
econômicas que atuem de forma incisiva na redução das taxas de
desemprego da indústria nacional.
Do que tem sido
dito sobre a crise, uma “palavrinha” resume tudo: medo. Medo da
possibilidade de perder o emprego, medo de perder o lucro nas empresas.
Fico me perguntando por que temos medo de crises financeiras. A resposta
que encontro é que, na realidade, não queremos perder o que temos.
A
situação me faz lembrar de meu avô, Manolo. Quando chegou ao Brasil,
fugindo da fome na Espanha, não tinha o que comer, nem onde morar.
Descalço, ele ia à feira para vender frangos. Mas, com muito trabalho e
esforço, mudou essa situação e se estabilizou profissionalmente.
Outro
exemplo de fibra é o segundo presidente da Soka Gakkai, Jossei Toda,
que, em meio a uma crise financeira, manifestou sabedoria e serenidade
para lidar com a situação. O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, relembra
esse momento: “... quando olhei para o presidente Toda, vi que ele
estava entretido no jogo de shogui (xadrez japonês) com um amigo,
tranquilo e imperturbável. Por uns instantes, não consegui entender como
ele podia proceder daquela forma num momento tão crítico. Mas, pouco
depois, o motivo ficou claro para mim. ‘Ele está certo. Para ele nada
mudou. Seu aspecto é uma declaração de que dará continuidade a sua
luta’”.
Como atingir a mesma condição do
presidente Toda? A resposta está em acreditar que felicidade não é
ausência de problemas, mas sim manifestação de força, sabedoria e
coragem para ultrapassar quaisquer adversidades.
Quando
a pessoa atinge tal felicidade absoluta, extraída da própria vida, com
base na sincera recitação do Nam-myoho-rengue-kyo, continua sua jornada,
sem se abalar.
Vamos manter o otimismo e
trabalhar! Uma crise financeira pode ser a maior oportunidade para as
pessoas e os países. Isso porque ela traz progresso, faz nascer a
inventividade, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a
crise, supera a si mesmo, faz sua revolução humana.
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Crise
existencial, crise renal e crise de riso são comuns a algumas pessoas.
Porém, a crise mais famosa ultimamente, sem dúvidas, é a financeira.
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