| O amor aguarda você ser feliz | |
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| Escrito por M. Vinícius Sassone | |
O
verdadeiro sentido do amor vai muito além da posse, do apego, do
rancor, da culpa e de alguns sentimentos que nos confudem quando não
olhamos para nós mesmos. E sinceramente temos a mania de achar que o
amor é algo que se busca, algo para ser encontrado em alguma esquina.
Buscamos o amor nas festas, nos bares, restaurantes e agora também na
internet.
Parece ser algo urgente, pois nos ensinaram quem só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Há
um grande equívoco nessa procura ansiosa, cada vez mais acelerada, cada
vez mais esquisita. Amor não é remédio, não existe para curar um mal
estar que você mesmo criou dentro de si e que, portanto, só você mesmo
pode curar. Portanto, se você está deprimido, histérico ou ansioso
demais, o amor não se aproximará.
Caso o faça,
vai frustrar todas as suas expectativas, por que o amor quer ser
recebido com saúde e leveza. O amor não suporta a idéia de ser ingerido
de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias
da solidão e da baixa alto-estima. O amor não é tolo, quer ser bem
tratado, escolhe as pessoas que, antes de tudo tratam bem de si mesmas.
Ao contrario do que se pensa, ele não tem que vir antes de tudo: antes
de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de
curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu
surgimento, tudo mais dará certo.
O amor, ao
contrário do que pensa os afoitos canditados a amantes, não tem
pressa... ele espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante
de você. Esta é sua condição inegociável, é pegar ou largar. Ser feliz é
uma necessidade natural da alma e não uma meta traçada e planejada a
ser alcançada. Não envolve estratégias, só sensações. A vida sempre
acontece quando a gente não está preocupado em explicá-la. Quando
perdemos tempo conceituando a vida, estamos deixando-a escapar.
O
amor é, portanto, a fragilidade, não a força. É serenidade, água,
mansidão... não tem nada a ver com agito, fogo, procura, apartamentos,
piscinas, férias no exterior, passagens, carros e, muito menos, com
princesas e príncipes encantados. Amar exige coragem, muita coragem, por
que é entrega e está todo mundo viciado em trocas e mais trocas - tudo
que o amor abomina.
Estamos sempre fazendo algo
esperando pela recompensa imediata. Se o desejo não é atendido, a
frustração logo aparece, a sensação de abandono se instala, a tristeza
vem e com ela perde-se toda e qualquer possibilidade de felicidade.
Muitos
são os cobradores, pouquíssimos são os doadores. Daí vem o
desequilíbrio, daí vem o desamor que hoje é o maior defeito do homem.
Somos mendigos de uma coisa que temos em abundância dentro de nós. Ainda
não aprendemos que o amor que reivindicamos é o mesmo que precisamos
dar, por que tudo começa em nós. Estamos sempre esperando que o outro
tome a iniciativa.
O mesmo acontece com ele. E assim o amor agoniza... sobrevive da eterna ilusão da busca, da procura, dos encontros mágicos que as novelas ajudam a instalar nas mentes mais desavisadas, quando tudo o que o amor anseia é pela distração, pelo silêncio... pela dança sem a necessidade da música.
Acredito
estar só no incio de um longo caminho a ser trilhado, longe de mim
achar que realmente o amor é isso tudo que escrevi, pois esse sentimento
só sabe quem sente...mais foi assim que o budismo me ajudou a cada
noite mal dormida, a cada decepção, a cada frustração...me levantar e
acreditar que amor chega na hora certa...
Através
da recitação do nam myoho rengue kyo estou conseguindo transformar
minha vida, inúmeros são os benefícios materiais mais não cabe nesse
momento falar, já que o benefício maior para mim hj é poder amar todos a
meu redor independente de qualquer coisa. E como diz o nosso mestre
Ikeda: "Amar não é quando duas pessoas olham uma para a outra, mas
quando olham na mesma direção. O amor libera não encarcera."
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O
verdadeiro sentido do amor vai muito além da posse, do apego, do
rancor, da culpa e de alguns sentimentos que nos confudem quando não
olhamos para nós mesmos. E sinceramente temos a mania de achar que o
amor é algo que se busca, algo para ser encontrado em alguma esquina.
Buscamos o amor nas festas, nos bares, restaurantes e agora também na
internet.
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